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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018
03/01/2018

Homem-bomba mata 11 pessoas em ataque na Nigéria

O suicida se explodiu em uma mesquita da cidade de Gamboru, no Estado de Borno, próximo da fronteira da Nigéria com a República dos Camarões

"Eu estava a caminho da minha prece vespertina quando ouvi o som de uma explosão de bomba alta dentro da mesquita", disse Mustapha à Reuters. (Foto: Reprodução/Reuters)

Um homem-bomba matou 11 pessoas nesta quarta-feira (3) em um ataque contra uma mesquita no nordeste da Nigéria, o epicentro do conflito com a insurgência islâmica do Boko Haram, disseram autoridades militares e um agente humanitário.

O suicida se explodiu em uma mesquita da cidade de Gamboru, no Estado de Borno, próximo da fronteira da Nigéria com a República dos Camarões, durante as preces vespertinas, disse o agente humanitário Ali Mustapha.

"Eu estava a caminho da minha prece vespertina quando ouvi o som de uma explosão de bomba alta dentro da mesquita", disse Mustapha à Reuters.

"A mesquita ficou destruída e queimada. Depois de algumas horas, quando fomos retirar as pessoas, vimos 11 corpos, e o homem-bomba completou (o número total de mortos de) 12".

Imagens feitas após a explosão mostraram os corpos dos mortos descobertos e alinhados no chão. Um edifício foi reduzido a escombros, com exceção de alguns trechos de uma parede.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas a ação tem as características do Boko Haram, grupo jihadista que usa suicidas com frequência, muitas vezes mulheres e meninas, para atacar espaços públicos lotados como mesquitas e mercados.

Apesar de o governo e os militares afirmarem constantemente que a insurgência foi derrotada, o Boko Haram continua cometendo atentados letais contra militares e civis.

Na semana passada, quatro civis morreram em um ataque de supostos militantes do Boko Haram em Maiduguri, cidade nigeriana no cerne do conflito com os militantes islâmicos.

Em novembro, um homem-bomba matou ao menos 50 pessoas em uma mesquita, em um dos ataques mais letais dos últimos anos.

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Fonte: Reuters

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