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domingo, 25 de fevereiro de 2018

Parentes denunciam caso de gestante com bebê morto na barriga na Cândida Vargas

A unidade de saúde alega que não foi feita intervenção cirúrgica ainda porque está aguardando indicação clínica para cirurgia cesárea

O Portal ClickPB recebeu denúncia, nesta terça-feira (16), de que uma jovem de 28 anos, internada desde o último domingo (14) na maternidade Cândida Vargas, em João Pessoa, já estaria com o bebê morto na barriga. Apesar dos médicos já terem constatado a morte, a jovem, Joelma Moura Rodrigues, continua aguardando a retirada do feto.

A denúncia foi feita por parentes e pessoas que estão preocupadas que o quadro de saúde da jovem se agrave. Eles acusam a direção da maternidade de suposta negligência.

Já a unidade de saúde alega que não foi feita intervenção cirúrgica ainda porque está aguardando indicação clínica para cirurgia cesárea, e que enquanto isso os médicos estão tentando estimular a expulsão do feto pela paciente.

Questionada sobre a possibilidade do procedimento médico adotado levar a paciente a um quadro de infecção ou cause risco de morte à jovem, a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de João Pessoa informou que mandaria uma nota de esclarecimento à imprensa. 

A nota foi enviada por e-mail nesta tarde de terça-feira. Confira na íntegra: 

NOTA

A direção do Instituto Cândida Vargas (ICV) esclarece que a paciente deu entrada na unidade hospitalar na tarde do último domingo (14). Foram realizados exames iniciais onde foi constatado que a paciente já estava com o feto morto e que após avaliação clínica, não constituía indicação de cesariana, devendo a operação ser reservada para condições específicas, uma vez que aumenta a morbidade materna sem qualquer benefício materno fetal.

Ainda no domingo foi dado início a indução do parto para expulsão do feto por via baixa, que pode levar de 24h até 72h para se transformar em trabalho de parto. A paciente, que está em idade reprodutiva já foi submetida a uma cesariana e um aborto e, um outro procedimento cirúrgico invasivo não é recomendando pois adiciona risco de vida a mãe, limitando futuras gestações dificultando uma vida normal, além de evitar riscos de infecções.

Ainda, de acordo com a direção do hospital, a mãe e família estão recebendo toda assistência necessária.

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