11/5/2022
Ucrânia diz não ver sinais de que Rússia encerrará guerra em futuro próximo Ucrânia diz não ver sinais de que Rússia encerrará guerra em futuro próximo
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Na terça-feira (10), os Estados Unidos, país aliado dos ucranianos, disseram que estão prevendo um "longo conflito" entre Rússia e Ucrânia.

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia disse nesta quarta-feira (11) que não vê a Rússia terminando a guerra em um curto espaço de tempo. "No momento, não há sinais de que o Kremlin [governo russo] pretenda acabar com a guerra na Ucrânia em um futuro próximo", disse o setor em comunicado.

Para a Defesa ucraniana, o que acontece, na verdade, seria o contrário. "Em vez disso, as tentativas de realizar a chamada 'mobilização secreta' continuam. Uma ativa campanha de agitação está em andamento", citando o suposto envio de jovens militares para a zona de combate.

Na terça-feira (10), os Estados Unidos, país aliado dos ucranianos, disseram que estão prevendo um "longo conflito" entre Rússia e Ucrânia.

Nesta quarta (11), o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, comentou que "a operação militar especial" - maneira como os russos chamam a invasão do território ucraniano - "está se desenvolvendo de acordo com o planejado", sem mencionar prazos. A guerra já chegou ao seu 77º dia com mais ataques russos ao território ucraniano. Na fronteira da Rússia, porém, governadores regionais renovaram o "nível amarelo" para ameaça terrorista por mais duas semanas, até 25 de maio.

Mariupol       

A vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Maliar, disse hoje que o país não tem condições de retirar as forças russas da cidade portuária de Mariupol, no sudeste ucraniano. "Se houvesse pelo menos uma oportunidade de desbloquear a cidade por meios militares, a liderança do país a usaria", declarou em pronunciamento à imprensa ucraniana.

Mariupol está sitiada por forças russas há cerca de dois meses, praticamente desde o início da invasão da Rússia ao território ucraniano. Atualmente, o ponto de resistência ucraniana na cidade, que é estratégica para a Rússia, é o complexo Azovstal, onde combatentes da Ucrânia estão abrigados.

A vice-ministra ainda comentou que Mariupol é atualmente defendida pelas Forças Armadas, pelas guardas de fronteira, pela Guarda Nacional e pela Polícia Nacional. "Devemos entender que este tema é muito sensível e cada palavra pode ser usada pelo inimigo e prejudicar os nossos defensores."

Maliar reforçou que os civis já foram evacuados de Azovstal. Hoje, os combatentes que ainda estão no complexo fizeram novo apelo para serem retirados. Entre ontem e hoje, eles indicaram que Azovstal foi alvo de ao menos 38 ataques das forças russas. Os bombardeios da Rússia foram confirmados pelo Ministério da Defesa da Ucrânia. "Gueto medieval"

O prefeito de Mariupol, Vadym Boychenko, disse que os ocupantes russos transformaram a cidade portuária em um "gueto medieval". "Sem remédios e cuidados médicos, restauração do abastecimento de água e esgoto adequado na cidade, as epidemias vão explodir. Hoje, a maioria da população atual é idosa e doente. Sem condições adequadas, a mortalidade entre os grupos vulneráveis aumentará exponencialmente."

Ele disse estimar que "mais de 10 mil pessoas podem morrer de doenças e condições intoleráveis em Mariupol". A cidade estaria atualmente com cerca de 150 mil habitantes, segundo o prefeito. "Nosso povo está em perigo mortal. Portanto, é necessária uma evacuação completa da cidade."

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Fonte: Folhapress

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