Na manhã desta quinta-feira (28), o centro de Patos foi marcado por uma manifestação contra o feminicídio e a violência de gênero. O ato, realizado na Rua Pedro Firmino, reuniu estudantes, professores, representantes de universidades, movimentos sociais, familiares de vítimas e autoridades do Judiciário.
Entre os relatos mais fortes esteve o de Alessandra Nunes, filha de Francinete Nunes dos Santos, assassinada pelo ex-companheiro em 2024. Um ano e meio após o crime, o caso ainda não foi a julgamento. “Além da dor da perda, convivemos com a injustiça. É muito difícil não ter respostas para dar aos meus avós”, desabafou.
A juíza Isabella Joseane Assunção reconheceu a relevância das manifestações, mas também admitiu que a agilidade do Judiciário ainda é um desafio. Segundo ela, a pressão social tem sido fundamental para avanços legais, como a tipificação do feminicídio, mas ainda insuficiente diante do número de casos.
A presidente do CMDM, Samara Oliveira, ressaltou que a mobilização é um grito coletivo por medidas concretas: “Não aceitamos mais nenhuma mulher a menos. É preciso que as políticas saiam do papel e se tornem realidade.”
Entre as principais reivindicações apresentadas está a criação de uma Delegacia da Mulher 24 horas em Patos, com estrutura adequada e atendimento humanizado — demanda antiga que até hoje não foi atendida.
Os participantes ainda reivindicaram a implantação de uma Delegacia da Mulher 24 horas em Patos, com estrutura adequada e atendimento humanizado. O evento terminou com um apelo coletivo por justiça, respeito e segurança para todas as mulheres.
Redação
Portalpatos
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