05/09/2025
Polêmica na Câmara: presidente do CMDM acusa vereador (sem citar nome) de desrespeito a familiares de vítimas de feminicídios e parlamentar reage chamando discurso de “político” Polêmica na Câmara: presidente do CMDM acusa vereador (sem citar nome) de desrespeito a familiares de vítimas de feminicídios e parlamentar reage chamando discurso de “político”
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O plenário da Câmara Municipal de Patos ferveu nesta quinta-feira (4). A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), advogada Samara Oliveira, subiu à Tribuna Livre para defender o movimento de mulheres e criticar supostas declarações proferidas por um vereador que, segundo ela, teria ofendido familiares de vítimas de feminicídio. O alvo não foi citado, mas todos entenderam: o recado era para o vereador Josmá Oliveira (MDB).

Samara não poupou palavras: exibiu vídeo de um protesto no centro da cidade e disse que chamar aquela manifestação de “teatro” era o mesmo que taxar juízes, promotores, defensores públicos e famílias de vítimas de “palhaços”. “Confesso que meu voto foi contrário, pois não gosto de dar palco pra qualquer um, mas aqui estou em nome desse coletivo”, alfinetou.

A plateia reagiu com aplausos. Mas o clima mudou quando Josmá pediu a palavra. Mesmo sem ter sido citado, o vereador partiu para o contra-ataque.

“65% dos meus eleitores são mulheres e eu represento elas aqui. Quem disse e onde está escrito que pra representar mulher tem que ser mulher?”, provocou.

Josmá ainda acusou o CMDM de silêncio seletivo: “Estou há quatro semanas denunciando a morte de uma paciente na UPA de Patos. Pensei que viriam hoje pra me apoiar, mas continuam em silêncio. Se fosse pra falar de justiça, seriam bem-vindas. Mas pra fazer politicagem partidária, isso não ajuda em nada na luta das mulheres”, disparou, aumentando a tensão.

Velha polêmica, novos ataques Não é a primeira vez que Josmá entra em rota de colisão com movimentos feministas. Em 2024, o vereador já havia sido duramente criticado pelo movimento Olga Benário ao classificar protestos contra a violência de gênero como atos políticos da esquerda. Agora, o embate volta com força total, dividindo opiniões dentro e fora da Câmara.

No pedido de "questão de órdem" feito por Josmá Oliveira no momento em que Samara finalizava sua passagem na tribuna da casa Juvenal Lúcio de Sousa, ela despretensiosamente se retirou do púlpito, convidou aos que a acompanhavam a se retirar do local sem ouvir o contraditório. Mas, mesmo assim, o vereador concluiu o que queria dizer em tom áspero para todos que estavam presentes.

Redação

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