02/10/2025
Projeto de Lei que proíbe limite de vagas para mulheres na segurança avança no Senado Projeto de Lei que proíbe limite de vagas para mulheres na segurança avança no Senado
foto 71359

Proposta de Daniella Ribeiro (PP) também obriga a reserva para mulheres de pelo menos 20% dos postos disponíveis nos concursos públicos

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou um projeto de lei que proíbe a limitação de vagas para mulheres em concursos da área de segurança pública.

Além de proibir a limitação de vagas, a proposta de autoria da senadora paraibana Daniella Ribeiro também obriga a reserva para mulheres de pelo menos 20% dos postos disponíveis nos concursos públicos das carreiras do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

O Ssistema abrange órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, polícias civis, polícias militares, corpos de bombeiros militares, guardas municipais, agentes de trânsito e Polícia Legislativa. O projeto aprovado inclui as mesmas exigências nas leis que regulam as carreiras de policial federal, policial rodoviário federal e policial civil do Distrito Federal.

Valorização

A proposta recebeu um substitutivo (texto alternativo) do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O relator incluiu no texto a criação da Política Nacional de Valorização das Mulheres na Área de Segurança Pública, que deverá ser regulamentada pelo Poder Executivo e passará a ser condição para o repasse de verbas do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). 

A nova política prevê:

  • igualdade de oportunidades entre mulheres e homens nas carreiras da segurança pública;
  • fim da exclusividade ou preferência de atividades de segurança pública para homens;
  • preparação das mulheres para atuação em áreas tradicionalmente afeitas a homens;
  • rejeição de práticas, atitudes e crenças discriminatórias nas normas e nas práticas de segurança pública;
  • enfrentamento do assédio e da violência contra mulheres no ambiente de trabalho:
  • inclusão obrigatória de conteúdos relacionados à igualdade entre homens e mulheres nos cursos de formação; e
  • publicação de todos os documentos relativos aos processos de promoção e de acesso a cargos de comando em até sete dias úteis.

A criação da política de valorização estava prevista em outro projeto, que tramitava em conjunto com a proposta de Daniella e que foi rejeitado pelo relator.

O texto segue para análise na Comissão de Segurança Pública (CSP).

Portalpatos

Fonte: Portal Correio

Comentários

Equipe Portalpatos
mario
  • Mário Frade
  • Jornalista

mauricio
  • Maurício
  • Full-Stack
  • Designer Gráfico