Hoje, sexta-feira 7 de novembro, o Brasil celebra o Dia do Radialista, um momento que homenageia os profissionais que expressam notícias, cultura e informações. Porém, atualmente, a classe vive um momento de incertezas e desvalorização, principalmente em municípios do interior e da região Nordeste.
Em Patos-PB e em várias outras cidades do Brasil, trabalhadores habilitados e/ou qualificados e registrados têm sido compulsoriamente substituídos por indivíduos incapazes e sem a devida formação técnica, muitas vezes sem ter frequentado sequer uma escola tão pouco uma universidade. Esse cenário, originado por algumas das partes empresariais e apoiado pela falta de uma inspeção mais realista da Justiça do Trabalho e do próprio Ministério do Trabalho, tem proporcionado serias inquietações entre os reconhecidos profissionais do rádio.
A originada “produção independente” concebeu "brecha" para que pessoas sem habilitação profissional efetuem papéis que deveriam, por habilidade e aptidão, ser realizados por profissionais de comunicação convenientemente preparados. Como decorrência, o mercado se torna cada vez mais desequilibrado, onde a excelência e a percepção são frequentemente ignorados em favor da informalidade.
Outro aspecto que gera inquietude aos profissionais é o menosprezo da classe política em relação aos verdadeiros profissionais da comunicação. Em vez de valorizar e exaltar o trabalho daqueles que dedicam-se e proporcionam com ética e seriedade a informação a sociedade, muitos priorizam às assessorias de imprensa como meio para obter estímulos pessoais e lograr favores eleitorais.
Apesar da contrarieddae dos radialistas profissionais, o dia deles permanece como uma ocasião para realmente reconhecer aqueles que se sujeitaram-se ao microfone como seu instrumento profissional e sua afinidade pela comunicação. Esses profissionais, com integridade, habilidade e dedicação, subsistem em proporcionar notícias de qualidade, entretenimento e serviços à comunidade, mesmo enfrentando inúmeras adversidades.
Assim, é importante diferenciar e congratular os autênticos especialistas do rádio — aqueles que elevam a profissão com entusiasmo e acima de tudo, responsabilidade.
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Por: Por Mário Frade