13/11/2025
Caso Eloá: Saiba onde está o paraibano Lindemberg Alves condenado por cárcere privado e feminicídio da ex-namorada. Ele é natural de Patos Caso Eloá: Saiba onde está o paraibano Lindemberg Alves condenado por cárcere privado e feminicídio da ex-namorada. Ele é natural de Patos
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O Caso Eloá, crime de cárcere privado que foi televisionado em 2008, ganhou documentário pela Netflix nesta quarta-feira (12). O autor do crime, o paraibano Lindemberg Alves segue cumprindo pena pelo qual foi condenado.

Lindemberg Alves é natural de Patos, no Sertão da Paraíba. Ele mudou para Cuiabá (MS) junto com a mãe quando tinha dois anos e depois, aos 12 anos, para Santo André, em São Paulo. O autor do crime nunca retornou para o estado.

Em outubro de 2008, Lindemberg Alves matou a ex-namorada Eloá Pimentel, de 15 anos, após mais de 100 horas como refém. Além de Eloá, dois amigos também foram mantidos em cárcere privado. Nayara, que voltou ao local após ser liberada, foi ferida com um tiro no rosto. Eloá foi atingida por dois disparos e morreu no hospital.

O criminoso foi condenado por homicídio qualificado, cárcere privado, tentativa de homicídio e disparos com arma de fogo. Lindemberg recebeu, inicialmente, uma pena de 98 anos de prisão, em pena que foi reduzida para 39 anos e três meses em 2013.

Atualmente, o condenado cumpre pena no regime semiaberto na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, conhecida como P2 de Tremembé.

Em março de 2025, ele teve a pena reduzida em mais 100 dias pelos trabalhos prestados na Penitenciária de Tremembé II e por ter feito curso de empreendedorismo em Tremembé. Ao todo, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) reduziu dois dias pelo estudo e 107 pelo trabalho.

Documentário traz trechos nunca divulgados do diário de Eloá e depoimentos de familiares e amigos.

Portalpatos

Com ClickPB

Justiça concede regime semiaberto a Lindemberg Alves, condenado pela morte de Eloá (leia)

A Justiça concedeu o regime semiaberto a Lindemberg Alves, condenado a 39 anos de prisão pela morte da ex-namorada Eloá Cristina. Ele cumpre pena na Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, a P2 de Tremembé (SP), desde 2008.

A decisão é da juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara das Execuções Criminais (VEC) de Taubaté. A defesa de Lindemberg fez o pedido em setembro de 2020, levando em consideração o tempo de pena cumprido e a remição. Por trabalhar na unidade, ele teve 313 dias da pena perdoados. No semiaberto os detentos têm direito a cinco saídas temporárias no ano, entre elas Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal.

No texto, a magistrada ressaltou que o preso “obteve resultado positivo no exame criminológico realizado, pela unanimidade dos avaliadores participantes, que o consideraram apto à usufruir do regime intermediário”. A decisão é do dia 11 de maio e o comunicado de transferência de regime foi enviado à Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) nesta terça-feira (8).

O relatório de avaliação psicológica considerou que Lindemberg tem “agressividade e impulsividade dentro dos padrões normais” e que “arrepende-se profundamente, lamenta perda irreversível à família da vítima”. A jovem Eloá foi feita refém por ele antes de ser morta com dois tiros por ele (leia mais abaixo).

Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais, e Anna Carolina Jatobá, condenada pela morte da enteada Isabela, também foram submetidas ao exame antes da concessão do benefício.

Relembre o caso

O caso teve início no dia 13 de outubro de 2008, quando Lindemberg invadiu o apartamento em que Eloá morava com os pais em Santo André. O entregador de pizzas estava armado e queria reatar o romance com Eloá.

Lá, Lindemberg manteve Eloá e outros três colegas de escola dela como reféns – Nayara, Iago e Victor Campos. Depois, os dois meninos foram libertados.

Nayara chegou a ser solta por Lindemberg em 14 de outubro de 2008, mas dois dias depois voltou ao cativeiro por orientação da Polícia Militar (PM) para tentar resgatar Eloá. Não deu certo e ela acabou sendo feita novamente refém junto com a amiga.

O Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) explodiu uma bomba e invadiu o local no dia 17 de outubro de 2008, após escutar o que seria um tiro. Na verdade, era o barulho de uma mesa. Antes da entrada da PM, o sequestrador ainda conseguiu balear Nayara, que sobreviveu, e deu dois tiros em Eloá, que morreu.

Lindemberg foi condenado a mais de 90 anos de prisão pelo assassinato da ex-namorada, e por mais 11 crimes cometidos durante o sequestro. Ele confessou ter atirado nas reféns, mas alegou que disparou após se assustar com a explosão da bomba pelo Gate. Posteriormente, a Justiça reduziu sua pena para 39 anos..

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