As expectativas para janeiro apontam que a maior parte da zona rural da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará receberá precipitações em níveis normais ou inferiores. Segundo o especialista em meteorologia agrícola, Rodrigo César Limeira, as únicas áreas que podem apresentar uma situação diversa são o sul do Ceará e algumas partes do oeste da Paraíba, incluindo os municípios de Sousa, Cajazeiras e certas localidades do Vale do Piancó, onde há possibilidade de chuvas acima do padrão esperado em algumas regiões.
Nas áreas de Patos, Cariri paraibano, o interior do Rio Grande do Norte, assim como no centro e norte do Ceará e na região central de Pernambuco, espera-se uma ocorrência reduzida de chuvas, especialmente na primeira quinzena do mês. De 8 a 11 de janeiro, poderão acontecer chuvas isoladas, mas o meteorologista destaca que não há certeza de que algumas cidades receberão precipitação. “As chuvas tendem a ser bem localizadas. Pode haver chuva em um local e, a poucos quilômetros de distância, não cair nada”, esclareceu.
Conforme apontado por Limeira, o panorama de janeiro é negativo para os grandes reservatórios, que não devem ter recargas consideráveis. Ele ressalta que essa realidade não é isolada, mas sim um reflexo de um padrão recorrente desde 2021, com adições de água abaixo de 30% nos principais açudes da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O consultor ressalta que, após um ano favorável em 2020, os ciclos de chuvas subsequentes foram inconsistentes e inadequados, levando a uma situação em 2025 em que os reservatórios estão quase esgotados.
Embora o Atlântico Sul demonstre condições propícias perto das costas leste e nordeste, Rodrigo César Lemeira ressalta que, por motivos técnicos, a previsão minuciosa para o período chuvoso, que se estende de fevereiro a maio, será divulgada apenas ao final de janeiro ou no início de fevereiro. “Janeiro não apresenta uma expectativa favorável para os grandes reservatórios. A avaliação mais acurada da quadra chuvosa ocorrerá no”.
Redação
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