Segundo Limeira, as chuvas deverão ser provocadas principalmente por vórtices ciclônicos de altos níveis
As precipitações ocorridas entre 16 e 23 de janeiro nas regiões internas da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, assim como no centro e no norte do Maranhão, no Piauí e na parte mais ao norte da Bahia, corroboraram a situação que já tinha sido antecipada pelo especialista em meteorologia do setor agrícola, Rodrigo César. De acordo com ele, as chuvas aconteceram de maneira desigual e mal repartida, sem efeito relevante na recuperação dos grandes reservatórios da área.
Conforme a avaliação, a partir da terça-feira passada, dia 21, as precipitações diminuem em grande parte desses locais, retornando somente após o dia 26 de janeiro, ainda sob um padrão de instabilidade. O fator mais relevante é a situação adversa do Oceano Atlântico Sul, que deve continuar mais gelado do que o habitual durante todo o mês de fevereiro.
Assim, a expectativa indica que fevereiro deverá apresentar precipitações na média ou inferiores a essa nos interiores dos estados mencionados. Em Patos, a média histórica para este mês é de 138 milímetros, quantidade que deve permanecer igual ou abaixo em 2026. Em Pombal, a quantidade média é de 145 milímetros; em Sousa, 154; e em Cajazeiras, aproximadamente 168 milímetros — todos com previsões de chuvas iguais ou inferiores a esses números.
Rodrigo César esclarece que as precipitações deverão ser geradas principalmente por vórtices ciclônicos em níveis elevados, com uma participação reduzida da Zona de Convergência Intertropical, que é o principal sistema que traz chuvas para o Nordeste entre fevereiro e maio, e que deve funcionar de maneira atrasada neste ano.
O panorama destaca a previsão de um mês com precipitações irregulares, distribuídas de forma desigual e com quantidades reduzidas, necessitando de vigilância por parte do setor agrícola e dos administradores de água.
Redação
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