27/05/2026
Apenas dois votos contrários rejeitaram título de cidadão patoense a ex-governador Ricardo Coutinho Apenas dois votos contrários rejeitaram título de cidadão patoense a ex-governador Ricardo Coutinho
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O projeto precisava atingir o quórum mínimo de dois terços de acordo com o regimento.

A Câmara Municipal de Patos-PB recusou um projeto de autoria do vereador Héber Tiburtino (PP) que concedia título de cidadão patoense ao ex-governador da Paraíba Ricardo Vieira Coutinho (PT).

A proposta não conseguiu o número mínimo necessário e, por falta de quórum, foi rejeitada durante sessão realizada nessa terça-feira (26). O projeto não foi aprovado por não alcançar o quórum mínimo de 12 votos exigidos pelo Regimento Interno e pela Lei Orgânica do município.

Com 11 votos favoráveis e dois contrários, a propositura não atingiu a “fração” de voto pretendida, daí então o número é arredondado para cima, exigindo 12 votos favoráveis para aprovação, sendo descartada por tanto por conta do resultado da votação.

Por sua vez, o autor Hérber Tiburtino, lamentou o resultado e reiterou sua suspeita de que a iniciativa poderia causar algum tipo de constrangimento à política patoense pela sua aproximação ao presidente da câmara dos deputados, deputado federal Hugo Motta (Republicanos). Mas, o vereador garantiu que conversou com o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), sobre a proposta e ele teria aprovado sua decisão.

Tiburtino também expôs que antes de tomar a iniciativa consultou sua base e principalmente apoiadores políticos do grupo Motta em Patos e garantiu que recebeu "elogios" dos seguidores dele e de simpatizantes do próprio ex-governador Ricardo Coutinho que inclusive é pré-candidato a deputado federal.

Os dois votos contrários ao título de cidadão patoense ao ex-governador, foram os de Rafael Policial (UB) e Cícera Bezerra Batista, conhecida popularmente por "Nega Fofa" (PSB).

Nega Fofa não justificou seu voto de reprovação ao título de Ricardo e se retirou tão logo os trabalhos foram encerrados na sessão ordinária dessa terça. Já o vereador Rafael Policial, que é servidor público (policial civil), disse que o que motivou seu posicionamento contrário ao título era apenas de caráter pessoal. Argumentou que tentou por diversas vezes na capital do estado, sem sucesso, expressar pessoalmente ao então governador a perseguição que estava sofrendo mesmo exercendo com honradez seu ofício como agente de segurança.

Rafael disse ainda que a iniciativa era apenas se abster do seu voto, respeitando não só o colega Tiburtino, mas todos que votaram favoráveis, porém, como houve um discurso acalorado supostamente por causa de sua decisão, resolveu optar pelo voto contrário.

Redação

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