O Festival Internacional de Música de Campina Grande (FIMUS) 2026 termina neste domingo (19) com a reapresentação da “Ópera do Cabeça de Cuia”, composição de Eli-Eri Moura, no Teatro Severino Cabral.
O Festival Internacional de Música de Campina Grande (FIMUS) 2026 termina neste domingo (19) com a reapresentação da “Ópera do Cabeça de Cuia”, composição de Eli-Eri Moura, no Teatro Severino Cabral.
A edição do Fimus 2026 homenageia o compositor e instrumentista pernambucano considerado um importante nome do jazz no Brasil, Moacir Santos. A homenagem acontece no ano em que o centenário do artista é celebrado.
A programação do Fimus incluiu concertos e recitais da Série Master e da Série Jovens Talentos, além de apresentações das séries “Música para todos” e “Músicas do Mundo”.
A “Ópera do Cabeça de Cuia” é uma produção do Estúdio de Criação Operística, núcleo do Fimus dedicado à interpretação e à difusão do repertório operístico e de teatro musical de diferentes períodos históricos, estilos e autores, contemplando tanto obras consagradas quanto criações inéditas.
A direção geral, artística e musical é de Vladimir Silva e a direção cênica, de Luiz Kleber Queiroz. No elenco, estão: Giovanna Maropo, Camila Ceuta, Vanessa de Melo, Elvira Rebelo, Ionara Moreira, Mariana Dias, Estêvão Batista, Clóvis Português, Willian Pereira e Mateus Lucas Barreto.
19 de julho (domingo)
Local: Museu de Arte Popular da Paraíba
Horário: 10h00
Roda de Choro Local: Teatro Municipal Severino Cabral
Horário: 11h00 e 15h00
Ópera do Cabeça de Cuia (Eli-Eri Moura) Luiz Kleber Queiroz, direção cênica Vladimir Silva, direção geral e regência Local: Teatro Municipal Severino Cabral
Horário: 20h
Dudu Oliveira, saxofone e flauta Matheus Duarte, guitarra Son Melo, contrabaixo Kamilo Lima, bateria Beto Cabeça, percussão
“Ópera do Cabeça de Cuia”
A Ópera do Cabeça de Cuia foi uma encomenda do Projeto Sinos – Sistema Nacional de Orquestras Sociais do Brasil (Funarte-UFRJ). O libreto toma como ponto de partida a lenda do Cabeça de Cuia, narrativa do imaginário popular piauiense. A trama entrelaça essa tradição oral à história de Ismália, protagonista do poema homônimo de Alphonsus de Guimaraens (1870–1921), “estabelecendo um diálogo poético entre mito, memória, delírio e destino”.
“Em um cenário distópico marcado pela fome, pela miséria e pela violência, o pescador Crispim luta para sobreviver às margens de um rio sem peixes. Após conseguir capturar seu único peixe do dia, é assaltado e retorna para casa de mãos vazias. Em meio ao desespero da fome, discute com sua mãe, Maria das Águas, e acaba matando-a com um osso usado para preparar uma sopa. Antes de morrer, ela o amaldiçoa: sua cabeça crescerá como uma cuia, transformando-o em um monstro condenado a vagar pelo rio até encontrar e ser correspondido por uma mulher chamada Maria. Transformado em Cabeça de Cuia, Crispim busca desesperadamente quebrar o encanto. Apaixona-se por Maria Ismália, mulher sonhadora e atormentada, presa a um casamento opressor. Entre ilusões, delírios e desencontros, os dois são tragados pelas águas do rio. Seus corpos desaparecem, mas a lenda permanece: Cabeça de Cuia continua vagando eternamente em busca de amor e redenção”, diz a sinopse.
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Com Concerto
Fonte: ClickPB
Por: Emmanuela Leite