Tirullipa também foi condenado ao pagamento das custas processuais; a decisão ainda cabe recurso.
O humorista Everson de Brito Silva, conhecido como Tirullipa, foi condenado pela Justiça do Ceará a pagar R$ 30 mil em indenização por por expor o corpo e praticar atos invasivos contra duas mulheres paraibanas após um episódio ocorrido durante a Farofa da Gkay, em dezembro de 2022. Cada uma delas deverá receber R$ 15 mil.
A decisão foi proferida pela juíza Leila Regina Corado Lobato, da 36ª Vara Cível da Comarca de Fortaleza, e ainda cabe recurso.
De acordo com a sentença, o caso aconteceu durante uma dinâmica inspirada na antiga “Banheira do Gugu”, realizada na festa promovida pela influenciadora paraibana Gessica Kayane Rocha, a Gkay. Na ocasião, Tirullipa desamarrou o biquíni de uma das participantes e tocou os seios de outra sem consentimento.
Vídeos do episódio foram anexados ao processo e analisados pela Justiça.
Na decisão, a magistrada concluiu que o humorista “extrapolou os limites inerentes à atividade recreativa” ao praticar os atos sem autorização das participantes.
A sentença também destaca que a ampla divulgação das imagens nas redes sociais e a repercussão nacional do caso ampliaram os constrangimentos enfrentados pelas duas mulheres. Conforme o processo, elas passaram a ser alvo de comentários e chacotas nas regiões onde vivem.
Além do pagamento da indenização, Tirullipa também foi condenado ao pagamento das custas processuais.
Tirullipa admitiu que “passou do ponto”Ainda conforme a decisão judicial, foi anexado ao processo um vídeo em que o humorista reconhece que ultrapassou os limites de sua conduta durante o episódio.
Segundo a sentença, Tirullipa admitiu que “passou do ponto” e “se excedeu”, reconhecendo que sua atitude extrapolou o comportamento social e juridicamente esperado.
A defesa do humorista até a publicação desta matéria não havia ainda sido localizada.
Em nota, os advogados Alex Laurentino, Roberto Nascimento e Roberto Macêdo, que representam as duas paraibanas, afirmaram que receberam a sentença “com serenidade” e disseram que sempre confiaram na Justiça e nas provas apresentadas no processo.
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Fonte: ClickPB
Por: Leonardo Barbosa