Cristian Cravinhos relembra conversa com Suzane após o crime e anuncia livro sobre o caso
O caso que chocou o Brasil em 2002 voltou a repercutir após novas declarações de Cristian Cravinhos, condenado a mais de 38 anos de prisão pela participação nos assassinatos de Manfred e Marísia von Richthofen. Em entrevista ao canal Bacci Notícias, o condenado relembrou acontecimentos posteriores ao crime e voltou a criticar a postura de Suzane von Richthofen. Segundo o relato, avaliações psiquiátricas realizadas durante o período de prisão teriam identificado características que, na avaliação de Cristian, ajudariam a compreender comportamentos apresentados depois do assassinato.
Cristian também contou quando teria surgido o arrependimento pela participação no crime. De acordo com o depoimento, dois dias após a morte do casal, comprou um buquê de rosas brancas para Suzane por acreditar que a jovem estaria abalada emocionalmente. A reação, porém, teria sido diferente da esperada: “Depois de dois dias [do crime], eu comprei um buquê de rosas brancas pra ela, pra pedir perdão, porque achei que ela ia estar destruída. E o que ela falou pra mim? ‘Cara, cê tá maluco? Não tem que pedir perdão de porra nenhuma, você me uma nova vida’. Essa é a Suzane. Meu arrependimento foi instântaneo”.
Livro deve reunir informações do processoAlém das críticas a Suzane, Cristian Cravinhos afirmou que prepara um livro sobre o caso Richthofen. Segundo o condenado, a publicação já está concluída e reunirá informações relacionadas ao processo judicial, sem apresentar uma interpretação pessoal dos acontecimentos.
Cristian explicou que a obra foi produzida na Holanda e deverá ser lançada após as eleições. O conteúdo, de acordo com ele, será baseado exclusivamente nos fatos registrados no processo, com o objetivo de apresentar os acontecimentos a partir dos documentos judiciais.
O condenado também declarou que não mantém contato com Suzane desde 2006. A publicação, segundo Cristian, não terá como foco versões pessoais sobre o caso, mas os elementos que constam oficialmente no processo.
Publicação promete abordar os autosA obra, segundo Cristian, deverá apresentar acontecimentos e informações registrados nos autos da investigação sobre as mortes de Manfred e Marísia von Richthofen. A declaração coloca novamente o caso em evidência, mais de duas décadas após o crime que ganhou ampla repercussão no país.
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Fonte: 1 News