Um dos músicos mais importantes do forró, o artista Oswaldinho do Acordeon, mestre da sanfona, morreu neste domingo (25/10), aos 72 anos. A informação foi confirmada por amigos do músico nas redes sociais. Cantores como Chico César e Elba Ramalho lamentaram a morte na internet. A causa não foi informada.
Nas redes, a morte do músico causou comoção. “Adeus, mestre Oswaldinho do Acordeon. Você e sua música seguem em nossos corações”, lamentou Chico César ao repostar a notícia da morte do sanfoneiro. “Hoje se foi um dos maiores sanfoneiros que esse país já conheceu. Vai fazer falta”, disse o guitarrista Nelson Faria.
“Hoje a saudade fala mais alto, mas sua sanfona continuará tocando dentro de nós. Que Deus conforte o coração de todos que o amavam. Siga a luz”, lamentou Elba Ramalho.
HistóriaUm dos grandes instrumentistas do universo da música nordestina, Oswaldinho do Acordeon se tornou referência no toque da sanfona. Nasceu em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em 5 de junho de 1954, e foi cantor, compositor e acordeonista. Marcou o forró ao fundir os ritmos nordestinos com gêneros musicais como rock, jazz, blues e música erudita.
Conviveu na juventude com mestres como Luiz Gonzaga, Dominguinhos e Sivuca. Começou na música aos 9 anos, como convidado do disco do pai, o sanfoneiro baiano conhecido como Pedro Sertanejo.
Já na década de 1970, lançou seus primeiros álbuns: “Fantástico Oswaldo Silva” (1973), “Só quero um xodó” (1974), “Oswaldinho” (1975), “Forró pop” (1977), “Lágrimas de namorados” (1978) e “Natureza” (1979).
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Fonte: Metrópoles