Dalu explicou que o fato ocorreu logo depois de ter ajudado uma senhora a atravessar um canal na praia, que outros homens presenciaram os gestos obscenos e que também foi vítima da omissão de socorro e da conivência de terceiros diante do crime sexual, situações que também configuram crime.
A jornalista e apresentadora de televisão, Dalu Melo, denunciou, nesta terça-feira (9), ter sido vítima de uma tentativa de estupro enquanto corria na praia de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa. Conforme vídeo postado nas redes sociais, Dalu explicou que o fato ocorreu logo depois de ter ajudado uma senhora a atravessar um canal na praia, que outros homens presenciaram os gestos obscenos e que também foi vítima da omissão de socorro e da conivência de terceiros diante do crime sexual, situações que também configuram crime.
Dalu disse que a revolta maior diante de mais uma das inúmeras experiências semelhantes que já passou no local, é justamente, de presenciar a omissão de testemunhas que olham a violência e se recusam a intervir ou chamar ajuda. “Sabe onde é que esta a grande raiva disso tudo? É que existiam vários homens lá e ninguém fez nada. Ninguém parou esse cara, nem me ouviu gritando ou pedindo socorro. Os homens que estavam na hora foram completamente coniventes ao comportamento desse cara”, lamentou a jornalista.
“O pior sentimento é o de impotência. Eu gritava por socorro e ninguém fez nada. Depois ainda ouvi que aquilo era normal e que sempre acontece naquela área. Não, não é normal. Eu tenho o direito de correr, caminhar e tomar banho de mar sem ser atacada. Que isso sirva para que nenhuma mulher se cale e para que o poder público assuma sua responsabilidade com a segurança”, desabafou.
Segundo Dalu, ela foi ajudar uma mulher pediu sua ajuda porque já estava cismada com a atitude de homens suspeitos no local. “Quando eu cheguei perto do meu carro fui abordada por um homem se mastubando… Na mesma hora quando vi eu gritei pedindo socorro e ajuda. E não tinha ninguém na praia porque era 9h da manhã. Porém, ele veio para cima de mim, tentou pegar minha bolsa, porque eu parei gritando. Eu puxei minha bolsa de volta e sai correndo e ele saiu correndo também”, desabafou a comunicadora.
Dalu contou ainda que chegou a pegar um pedaço de madeira para intimidar o suspeito, mas que soltou para poder terminar o treino. Ela culpou o Estado pela falta de segurança e repudiou a tragédia diária de se sentir amedrontada e impedida de usar espaços públicos diante a violência de agressores. “Homens sem responsabilidade e sem força de defender uma mulher… e para piorar que o Poder Público se responsabilize por que segurança é uma responsabilidade de vocês. É meu direito tomar um banho de mar, é meu direito de correr e de fazer qualquer coisa que eu puder. E que a gente não se cale”, reforçou.
CRIME
A omissão de socorro e a conivência de terceiros diante de um crime sexual também configuram crime. Testemunhas que presenciam a violência e se recusam a intervir ou chamar ajuda podem ser enquadradas criminalmente. Busque ajuda imediata em situações de perigo ativo, ligue para a Polícia Militar pelo 190. Registre Boletim de Ocorrência e dirija-se a uma Delegacia de Polícia Civil ou, preferencialmente, a uma Delegacia Especializada da Mulher (DEAM). O relato da vítima tem grande valor probatório nos crimes contra a liberdade sexual. Você também pode buscar orientação e encaminhamento através do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou no site da Agência Patrícia Galvão.
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Fonte: ClickPB
Por: Emmanuela Leite