Parlamentar paraibano acusou o ministro do STF de "mentir para o povo" e disse que o país vive a "ditadura da Toga"
O deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL) criticou, nesta quarta-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de mensagens trocadas entre o magistrado e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O parlamentar defendeu o afastamento de Moraes da Suprema Corte e disse que o ministro “mentiu para o povo” quando omitiu seu envolvimento no contrato de prestação de serviço celebrado entre o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, e o empresário.
As mensagens foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo e fazem parte de um relatório produzido pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. O sigilo do material foi derrubado na terça-feira (1º) por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no STF.
Ao ClickPB, Cabo Gilberto destacou que, conforme o conteúdo divulgado, Moraes teria participado diretamente da edição do documento. Ele também demonstrou preocupação com o episódio, que, em suas palavras, compromete a democracia brasileira.
“São reiterados os crimes que esse cidadão vem cometendo e, infelizmente, continua como ministro da Suprema Corte”, declarou.
Cabo Gilberto também defendeu que Alexandre de Moraes deixe a Suprema Corte. De acordo com o parlamentar, o atual cenário político pode ser classificado como uma “ditadura da toga”.
“Se nada ocorrer, será o total descrédito do Poder Judiciário, através da Suprema Corte, que é a mais alta Corte de Justiça brasileira. Então, as autoridades têm que se reunir e, urgentemente, afastar o ministro Moraes para que ele responda pelos seus crimes e a República volte a virar uma democracia, porque estamos na ditadura da toga”, afirmou.
O deputado declarou ainda que a situação, na avaliação dele, não deve ser analisada sob a perspectiva de direita ou esquerda e defendeu uma apuração sobre as condutas atribuídas ao ministro.
“A situação é muito crítica por conta dessas ações, obstrução de justiça do ministro Moraes, e ele precisa pagar por isso”, acrescentou.
As mensagens divulgadas também mostram Vorcaro questionando Moraes sobre a possibilidade de uma operação policial contra ele dias antes de sua prisão. O então banqueiro foi preso pela Polícia Federal ao tentar embarcar em um jato particular, em operação que investiga um esquema que consistia em inflar artificialmente o valor do Banco Master para fazer a instituição parecer mais sólida do que realmente era. Isso teria permitido atrair bilhões de reais de investidores e realizar operações sem garantias reais.
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Fonte: ClickPB
Por: Yasmim Pessoa